Saúde mental no tratamento das doenças intestinais: como a psicologia contribui para a prevenção e redução dos impactos emocionais

Doenças intestinais — como doença inflamatória intestinal (DII), síndrome do intestino irritável, câncer colorretal, distúrbios do assoalho pélvico e condições que exigem estomas — não afetam apenas o corpo. Elas repercutem diretamente nas emoções, na subjetividade, na autoestima, no convívio social e na qualidade de vida.
Por isso, o cuidado psicológico é parte fundamental do tratamento multidisciplinar na Proctoclin. A saúde mental impacta o funcionamento do intestino, a adesão ao tratamento e a forma como o paciente enfrenta o diagnóstico.

Por que o emocional e o intestino estão tão conectados?

Corpo e mente estão diretamente interligados em seu funcionamento; eles não atuam de forma independente. Muitas vezes, o que acontece em nosso corpo revela questões psíquicas que estão influenciando esse estado. Diante de situações que elevam a tensão interna, é possível que o sujeito manifeste reações corporais, podendo apresentar sintomas físicos, como aumento da dor e até respostas inflamatórias no sistema digestivo. Também podem surgir sensações de mal-estar, angústia, tristeza e dificuldade de nomear ou compreender o que se passa diante do que está vivenciando.

Como a psicologia contribui no tratamento de doenças intestinais?

O psicólogo, por meio de sua escuta específica, acolhe e realiza intervenções nas demandas apresentadas pelo paciente que está vivenciando um processo de adoecimento. Sua atuação pode abranger diversas questões, como:

1. Alívio do sofrimento

Ao compartilhar o que sente e pensa com um interlocutor qualificado, o paciente pode experimentar alívio de seu sofrimento psíquico, o que contribui para a redução de desconfortos físicos e o torna mais disponível e engajado para realizar o tratamento necessário.

2. Apoio diante do diagnóstico

Receber o diagnóstico de uma doença — seja um câncer ou uma condição crônica — modifica profundamente a vida da pessoa e de seus familiares, gerando impactos psíquicos significativos. Esses efeitos exigem um espaço de acolhimento e elaboração psíquica que ajude a compreender e lidar com o que está sendo vivido.

3. Adesão ao tratamento

Para que o tratamento seja efetivo, é fundamental que o paciente tenha adesão às orientações recebidas. No entanto, algumas medidas — como mudanças alimentares, uso de medicamentos e preparo para procedimentos — podem gerar resistência. Com o acompanhamento psicológico, é possível identificar e trabalhar essas dificuldades, ajudando o paciente a compreender suas razões e a desenvolver recursos internos para modificá-las.

4. Manejo da dor crônica

Ao sentir dor, é comum que o paciente se sinta menos disponível para os relacionamentos e para realizar suas atividades. Nesses momentos, conversar com alguém pode ajudar a refletir sobre alternativas que reduzam as sensações de desconforto.

5. Sexualidade e imagem corporal

Pacientes com ostomia, doenças inflamatórias ou que passaram por cirurgias pélvicas podem sentir vergonha das marcas e alterações em seus corpos, chegando a não se reconhecer diante dessas intervenções invasivas. Abordar esse tema pode auxiliar na ressignificação da imagem corporal, favorecendo o surgimento do desejo e promovendo a reconstrução da percepção de si mesmo.

6. Apoio pré e pós-procedimentos

Um procedimento cirúrgico ou a internação hospitalar pode despertar medos, fantasias e inseguranças diante do desconhecido, tanto para o paciente quanto para seus familiares. Essas situações podem gerar desorganização psíquica devido à intensidade das experiências vividas. Nesse contexto, o suporte emocional torna-se um aliado fundamental para enfrentar essa nova condição.

Psicologia na Proctoclin: cuidado integrado que acolhe corpo e mente

O acompanhamento psicológico faz parte da linha de cuidado da Proctoclin e atua em conjunto com:
  • coloproctologistas;
  • oncologistas e oncogeneticista;
  • nutricionista;
  • fisioterapeuta pélvica;
  • estomaterapeuta;
  • equipe de enfermagem.
Essa integração assegura que o paciente receba um cuidado integral, contemplando tanto os sintomas físicos quanto a dimensão psíquica e subjetiva que acompanha o processo.

Quando procurar apoio psicológico?

  • dificuldade em aceitar o diagnóstico;
  • medo de realizar exames, cirurgias ou procedimentos;
  • impactos na vida afetiva e social;
  • estresse ou ansiedade relacionados aos sintomas;
  • dor crônica;
  • tristeza persistente ou sensação de sobrecarga;
  • adaptação à ostomia.

Cuidar da saúde mental também é cuidar do intestino

O tratamento das doenças intestinais não é apenas clínico ou cirúrgico — ele exige olhar para o paciente como um todo. Na Proctoclin, o acompanhamento psicológico contribui para um cuidado humanizado, integral e eficaz, ajudando a reduzir impactos emocionais e melhorar a qualidade de vida. Conte conosco!
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