E.P.S.I.T – Tratamento Endoscópico de Cisto Pilonidal

O cisto pilonidal (sacrococcígeo) consiste em uma inflamação que acomete a pele e o tecido subcutâneo da região entre as nádegas, cerca de 5cm acima do ânus, e pode resultar na formação de abscessos, fístulas e necrose (tecido morto). A doença, relativamente comum em jovens do sexo masculino com idades entre 15 a 30 anos, corresponde em até 80% dos casos. O termo “pilonidal” tem origem no latim (pilus=pelo e nidus=ninho) e se refere ao ninho de pelos normalmente encontrado no interior da cavidade (sinus), de origem ainda controversa.

Os sintomas característicos do cisto pilonidal geralmente apresentam dor, vermelhidão, calor e inchaço na região durante sua fase aguda e, para reduzir a inflamação, é recomendado realizar uma drenagem da secreção associada à administração de antibióticos, o que disponibiliza de imediato o alívio do paciente. Sendo que, após a diminuição do processo inflamatório, indica-se a excisão cirúrgica do cisto realizada frequentemente por meio de uma cirurgia aberta, que resulta em uma ferida extensa que pode levar, em média, 7 semanas para cicatrização completa.

 

A nova técnica minimamente invasiva para o tratamento de cistos pilonidais, conhecida como  E.P.S.I.T. – Endoscopic Pilonidal Sinus Treatment,  é qualificada por apresentar melhor resultado estético e menor tempo de recuperação, o que garante ao paciente um retorno mais rápido às suas atividades habituais.

Procedimentos cirúrgicos para o tratamento de cisto pilonidal podem ser executados com o uso da técnica E.P.S.I.T, que é realizada com o auxílio de um instrumento ótico fino (fistuloscópio), conectado a um sistema de vídeo e irrigação com solução hipertônica, o que permite a visualização total da fístula. A retirada do conteúdo é feita através de uma pinça de apreensão de corpos estranhos, sendo que o arcabouço (tecido de granulação) desta cavidade deve ser destruído por cauterização. Por fim, o tecido cauterizado é removido através do atrito de uma escova de citologia e o orifício é ampliado para facilitar a drenagem e cicatrização. Como resultado, a intervenção cirúrgica apresenta feridas pós-operatórias reduzidas (cerca de 2cm) e com menor período de cicatrização de aproximadamente 3 semanas.